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sábado, novembro 11, 2017

AVANÇO DA MARÉ EM CAMARATUBA

Aproveitando a folga do final de semana, e buscando melhores ondas para surfar, fui bater em Barra de Camaratuba no litoral do estado da Paraíba no dia 09/11. Estive por lá em novembro passado, mas o que encontrei neste novembro me deixou bem assustado. O grande problema do avanço do mar, já bem conhecido por mim na praia de Ponta Negra e algumas outras praias do norte (ver no menu aventuras), me impressionou (imagem abaixo).
No dia 26/10 passado, caminhando pela praia de Ponta Negra, fui até o esqueleto de um hotel cuja construção foi interrompida já há alguns anos na Via Costeira e pude constatar a destruição da orla. Onde não tinha pedras (enrocamento) o avanço do mar cavou a faixa de praia destruindo calçadão e escadas (ver matéria do jornal Tribuna do Norte aqui). Na Costeira descobriu falésias onde antes havia dunas. Alguns hotéis enfrentam problemas com as marés tendo suas frentes para a praia ameaçadas de destruição. Onde antes, quando ia ao posto B ou após este pico da Costeira atrás de onda, costumava caminhar por uma faixa extensa de areia e dunas agora temos pedras e falésias. E em alguns trechos na maré alta não dá nem mais para passar.

Agora constatando o mesmo problema em Barra de Camaratuba acendeu-me a luz vermelha. O problema do aquecimento global, que ocasiona, como uma de suas consequências, o aumento do nível do mar, se torna a cada dia mais evidente. A praia de Ponta Negra já não tem o potencial de ondas de anteriormente. O fundo está irregular e o vento está muito diferente prejudicando a formação das ondas. O que esperar agora também deste pico clássico de ondas? Quando será que iremos acordar para as consequências das nossas agressões à natureza? 

Quanto tempo as pedras poderão impedir o avanço do mar? 

O avanço do mar em Barra de Camaratuba já ameaça as
habitações e pousadas.

sábado, setembro 10, 2016

ENGORDA DA PRAIA DE PONTA NEGRA

Não é fácil ver a praia de Ponta Negra hoje tendo-a visto ainda nativa sem esse calçadão de péssimo gosto que colocaram. Ainda por cima temos algumas construções abandonadas, inclusive banheiros, servindo para urinarem e defecarem ao redor, emporcalhando trechos da orla por onde caminham turistas e os próprios natalenses. Trocaram as pedras portuguesas alegando que o novo piso é mais correto ambientalmente e com isso tiraram algo que quebrava a feiura da poluição dos esgotos estourados e dos ambulantes. Agora o que temos é um calçadão dito mais ecológico, mas feio e sujo, principalmente quando chove e as bocas de lobo jorram esgoto por sobre esse calçadão sem vida, simplesmente por mal dimensionamento da rede. Árvores e jardins nem passaram perto das cabeças dos idealizadores deste atual calçadão, mas um piso ecológico sim, e lá se foi o calçadão de pedras portuguesas.
O surf, que era outro ponto forte na praia, hoje se encontra em estado lastimável. Os paredões dos prédios na orla e a perda de área para as pedras do enrocamento e calçadão destruíram o potencial da praia para ondas. O que temos agora é um fundo cheio de buracos e um vento sem direção certa por estar limitado pelos prédios. O surf agora é inconstante e de qualidade bem inferior. Restam-me as lembranças das seções épicas de surf dos anos anteriores antes das famigeradas intervenções na orla.

A esperança para o surf agora é a engorda da praia (veja matéria da Tribuna do Norte aqui.), embora eu já não tenha muita fé nessas intervenções na praia depois de ver sacos de ração com areia para barrar a força da maré (administração da prefeita Mycarla) e agora esgotos estourados, pedras servindo de criadouro de ratos do tamanho de gatos e banheiros e outras estruturas abandonadas pela orla (gestão atual). Segundo o projeto apresentado, a faixa de areia passará a ter 30 metros na maré cheia e cerca de 80 metros na seca.

Imagem atual do local conhecido como Escadaria.
Imagem do blog,do mesmo local, com as pedras portuguesas.

quarta-feira, junho 29, 2016

CASCATAS DO RIACHO DE CUITÉ

Dia   cinco de junho passado, celebrado como dia mundial do meio ambiente, passou em branco aqui no blog, mas para quem curte a natureza todo dia é dia de preservá-la e celebrá-la e, portanto, sempre é tempo de registrar alguma ação em prol do nosso tão sofrido meio ambiente. Assim, combinei com alguns alunos da terceira série do ensino médio do turno matutino, para fazer uma visita as cascatas e corredeiras do riacho Cuité, próximo ao distrito de mesmo nome, pertencente à cidade de Pedro Velho. As cascatas estão localizadas em uma propriedade particular de cuja família um dos alunos – Marcos Vinicios – é integrante. Os outros três alunos que fizeram parte do grupo foram Flávio Júnior, Janderson e Vinícius Galvão.
A visita contou com a autorização dos proprietários e objetivou verificar as condições de preservação do local, visto ser a região dependente destas águas, que sustentam tanto a agricultura local como o abastecimento para consumo humano. Durante a visita pudemos verificar que está havendo uma preocupação dos habitantes da região em preservar o local, seja fazendo a limpeza das áreas próximas às margens, incluindo o recolhimento do lixo deixado durante visitas, ou protegendo a vegetação local que começa a se recuperar de uma fase anterior onde muito da mata nativa foi destruída para culturas de subsistência ou a da cana-de-açúcar. Essas corredeiras e pequenas cachoeiras formadas a partir dos desníveis de solos e erosão provocada pela força da água, tem sua nascente ainda no distrito de Cuité, mas é enriquecida com olheiros ao longo do seu percurso em busca do rio Curimataú. Após a trilha pelas corredeiras e cascatas, fizemos o retorno para Pedro Velho passando pelo distrito de Cuité, em busca da barragem do riacho, que fica a montante (acima) do ponto das cascatas, e pelo balneário onde os alunos tomaram um banho para retirar a poeira adquirida durante a viagem de moto.
Os alunos que me acompanharam, embora já conhecessem o local de visitas anteriores, agora também incorporaram a preocupação da importância de se preservar o que nos resta de natureza. Vão querer que seus filhos e netos encontrem e mergulhem nas corredeiras, cascatas e pequenas cachoeiras por onde eles passaram, e, também, que possam observar a vegetação e pequenos animais que hoje ainda se encontram por lá. Tudo vai depender de quanto a comunidade local estará disposta a defender e preservar este patrimônio ambiental.
Como tarefa final os alunos farão um texto sobre a visita para o jornal da escola, o PVNOTÍCIAS, que sairá em julho próximo. Abaixo o álbum de fotos da visita e um pequeno vídeo de um dos trechos com cascatas mostrando o visual e o som. Encerrando este post um agradecimento especial à família do aluno Marcos Vinicios que nos autorizou visitar o local. 

CASCATAS DO CUITÉ


domingo, abril 03, 2016

NASCENTE DO RIO PIQUIRI

Dia 31 de março, fui fazer uma exploração da região onde se encontram as nascentes do rio Piquiri em Pedro Velho(?). Este rio é o responsável pelo abastecimento das cidades de Pedro Velho, Montanhas e Nova Cruz, além do distrito de Piquiri pertencente à cidade de Canguaretama.
A caminhada foi realizada de bermuda e sandália, tendo levado apenas uma câmera fotográfica para registrar fatos importantes da aventura. A saída foi às 5:30 horas. O planejamento da aventura foi realizado a partir de uma visita ao Google Earth que, no entanto, não indicava as trilhas para se chegar às nascentes ou à barragem da Usina – reservatório usado pela usina de cana para irrigar o canavial. Pelos meus cálculos, e de acordo com a régua do Google Earth, percorreria uma distância de 30 quilômetros ida e volta, o que não me exigiria levar nada, a não ser a câmera para registros, uma vez que já caminhei o dobro desta distância sem necessidade de levar algum equipamento, alimentação ou água. A manhã começou nublada e o chão molhado com chuvas caídas durante a madrugada, mas no decorrer da manhã o céu abriu e o Sol mostrou todo seu esplendor, apesar de algumas nuvens reduzirem seu brilho de vez em quando.
A caminhada foi tranquila e os pontos encontrados na estrada estavam de acordo com os do Google Earth. Primeiro o caminho até o balneário (ver post sobre ele aqui), depois duas edificações bem na frente e, na sequência, uma barreira de Eucaliptos, que era meu indicador para virar à direita em direção à mata ciliar (ver esquema abaixo). Ao final desta estrada já dava para ver a barragem ao longe e o local onde deveria entrar para encontrá-la, a partir de uma outra estrada que margeava a mata. Neste ponto o Google deixava de ajudar e a responsabilidade de encontrar o caminho passava a ser minha. O problema é que a mata estava muito fechada e, se tinha alguma trilha antes, o tempo e as chuvas recentes fizeram o trabalho de eliminá-la. Se aparecia algum caminho no início indicando uma trilha, no decorrer da caminhada o mato se adensava e cobrava um alto preço em termos de ferimentos por folhas cortantes e espinhos, além de abelhas, mutucas, aranhas, formigas e mosquitos. Durante estas tentativas de encontrar o caminho, primeiro para a barragem, e depois para a nascente, tive que me arrastar por entre galhos espinhosos e mata fechada, perdendo totalmente o sentido de direção. Era preciso buscar sinais memorizados como árvores altas, galhos quebrados ou ramos deixados pelo caminho. Muitas vezes, enquanto era mordido por formigas, tentava encontrar uma saída para a armadilha da natureza. Nestes momentos valeu a experiência em caminhadas em matas e a paciência, pois o desespero ali seria a condenação à morte.
Essas tentativas frustradas de encontrar caminho dentro da mata me fizeram gastar umas duas horas extras e muito sacrifício, mas não me fizeram desistir do meu objetivo. No entanto, a tentativa de encontrar a estrada que dá acesso à barragem pelo outro lado foi frustrante, pois cheguei muito perto dela (sem saber). Como o Sol já estava alto tive que desistir devido a compromisso na escola com alguns alunos.  
Apesar do sufoco valeu a pena. Poder beber da água cristalina da nascente do rio e tomar um banho com a água fria e reconfortante acompanhado do som da natureza viva ao redor foi realmente incrível, sem contar que não encontrei nenhum sinal da poluição humana como garrafas pet, sacolas plásticas ou embalagens de produtos alimentícios. Ufa!!
Mas o sacrifício não tinha terminado ainda. Agora o retorno pela mata me esperava para novo teste, agora já restabelecido e, portanto, mais preparado para não brigar com a natureza e sim escutá-la. A volta pela trilha foi mais fácil, porém o corpo tinha um desafio ainda maior, que era a volta pela estrada sob o Sol alto, com o corpo cheio de cortes, principalmente as pernas, e os pés com calos provocados pela sandália durante as caminhadas no mato – lá não dava para arriscar andar descalço. O costume de andar descalço pelas trilhas do surf me possibilitou tirar de letra a caminhada de volta pela estrada de barro e piçarra. Ao passar pelo balneário dei uma parada para tomar um banho rápido, notando a diferença gritante da qualidade da água em relação à nascente, e segui viagem para Pedro Velho.
A caminhada nesta aventura, que estava planejada para ser de 30 quilômetros, foi na verdade de algo próximo dos 50 quilômetros (veja roteiro da caminhada no álbum), sendo a quilometragem extra devido aos fracassos de encontrar a trilha certa e a tentativa de encontrar o acesso à barragem pelo outro lado. A hora de chegada em casa foi perto das treze horas totalizando quase oito horas de caminhada. O mais importante dessa aventura - ou loucura, é que pelo menos as nascentes estão ainda protegidas do acesso humano pela própria natureza - e que continuem assim, embora a preocupação pela preservação da qualidade da água do rio deva ser em toda a sua extensão.
Agora fiquem com as fotos retiradas nesta aventura e, para entrar no clima, com a gravação do som da natureza no local, com as cigarras fazendo dueto com a água na nascente.

       NASCENTE DO PIQUIRI 

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

DESASTRE AMBIENTAL EM MARIANA

Em resposta ao desastre ambiental em Mariana, quando a barragem de rejeitos de Fundão, da mineradora Samarco, se rompeu (05/11/2015) causando um desastre ambiental grave, a banda Falamansa e o rapper Gabriel Pensador lançaram um videoclipe com a música “Cacimba de Mágoa”. O vídeo, que tem imagens da destruição e de pessoas atingidas pela tragédia, conta também com a participação de artistas e esportistas famosos, que se indignaram com o desastre ambiental e a falta de resposta à altura pelas autoridades públicas.
A contribuição gerada ao assistir o vídeo ou fazer o download nos portais de música constituirá um fundo que será revertido em obras sociais para as comunidades atingidas.

Vale a pena conferir, contribuir e divulgar!


         

quinta-feira, maio 22, 2014

GREENPEACE E AMAZÔNIA



O Greenpeace divulga uma campanha de envio de carta, via e-mail, aos candidatos a Presidente da República, pedindo para se comprometerem pela preservação da Amazônia e contra a exploração predatória e criminosa de madeira da região, que, na maioria das vezes, é oficializada como legal e exportada para outras regiões e países. Para quem quiser participar desta campanha, basta clicar na imagem abaixo, que será direcionado para a página do Greenpeace onde terá maiores informações sobre o problema e, se tiver de acordo com a campanha, poderá preencher campos com o nome e e-mail enviando a carta para os candidatos. Se não cuidarmos do que temos hoje, amanhã poderá ser tarde demais.

 http://chegademadeirailegal.org.br/

domingo, novembro 24, 2013

POLUIÇÃO NO RIO CURIMATAÚ

O rio Curimataú sofre com a carga de esgotos jogados a partir da Estação de Tratamento de Esgotos ( ETE ), próximo ao conjunto José Agripino, que se encontra com problemas. A partir desta realidade nada agradável, foi feita uma pesquisa com a participação de duas alunas – Luana e Rayane do 1º A, sem rigor científico, coletando água de algumas partes próximo das pontes de ferro ( trem ) e concreto, que apresentavam cor e cheiro nada agradável. A partir dessas amostras, constatou-se o grande número de organismos presentes, observando em um microscópio, uma pequena gota colocada numa lâmina de vidro.
A presença de bactérias, protozoários, rotíferos e vermes entre outros microrganismos, é normal em águas no ambiente, mas o desequilíbrio dessas populações gerada pela poluição com o esgoto, bem como a contaminação com outros microrganismos que causam doenças perigosas como Amebíase ( Entamoeba histolytica ), Cólera (  Vibrio cholerae ), Amarelão ( Ancylostoma duodenale ) entre outras, indicam o risco dessa água para o ambiente e para a nossa saúde, como mostra a estatística apresentada  pelo Ministério da Saúde indicando que cerca de 80 a 90 % das internações no Brasil são provocadas por doenças causadas pela água sem tratamento.
Como resultado  dessa  pesquisa  foi  produzido o  vídeo  das observações  microscópicas e um álbum com algumas fotos registrando o trabalho ( aqui ). O material  será também apresentado na Mostra Cultural do município, a se realizar no dia 29 deste mês, pelas duas alunas. Resta-nos agora  torcer para que essa carga de esgotos jogada diretamente no rio Curimataú volte a ser  tratada na estação, melhorando a qualidade das águas do rio e valorizando um dos cartões postais da cidade que é a ponte de ferro.

domingo, setembro 15, 2013

AS GARÇAS VAQUEIRAS

Dia 22 de setembro iniciará a estação da primavera para o hemisfério sul, isto é, o Sol estará passando pelo equador indo em direção ao Trópico de Capricórnio. Esta passagem pelo Equador ( movimento aparente do Sol ) é denominado de equinócio e pelos trópicos de Capricórnio e Câncer, solstícios. Assim, a partir de setembro, o Sol começará a aquecer mais o sul, se afastando do norte, é o início da primavera aqui e do outono por lá. É nesta época que começam as migrações de aves como andorinhas ( Notiochelidon cuanoleuca ) e garças entre outras. Aqui no nordeste, em especial Pedro Velho/RN, as garças vaqueiras ( Bubulcos íbis ) já chegaram. Ao amanhecer podemos avistar bandos desta espécie sobrevoando a cidade saindo dos locais de dormida e reprodução para se alimentarem retornando ao entardecer.
Essa espécie se tornou praga no arquipélago de Fernando de Noronha onde, por falta de predadores, se multiplicou rapidamente e está prejudicando outras espécies endêmicas da região, seja competindo por espaços ( atobás – Sula sula ) ou sendo predadores de outras espécies ( lagartos mabuia – Euprepis atlanticus ). Outro problema sério causado pelo número excessivo das garças vaqueiras é o risco para a aviação, pois a colisão das aeronaves com estas aves, em grande número no arquipélago, podem causar acidentes. Por conta disso, existe um programa para controle e redução da população desta espécie invasora.
Aqui no Brasil continente, ela não tem causado problemas, estando sempre em pastagens, acompanhando o pastoreio do gado e se alimentando de insetos e pequenos vertebrados como peixes e rãs. Além do mais, pelo menos aqui no nordeste, ela tem tido predadores, como cachorros-do-mato ( Cerdocyon thous ) e carcarás ( Caracara plancus ). Para saber mais sobre a garça vaqueira clique aqui.

Bandos de garças vaqueiras passando pela cidade de
Pedro Velho/RN ao amanhecer.

quinta-feira, agosto 22, 2013

PEDRAS EM PONTA NEGRA

Muitas praias do litoral nordestino estão sofrendo com o avanço do mar. Matéria apresentada no site G1.com ( aqui ) mostra bem isso. As soluções empregadas para diminuir a ação são variadas, algumas são verdadeiro insulto à natureza, como a empregada em Ponta Negra no ano passado, que foi colocar sacos grandes de material não degradável, com areia, enterrados em trechos próximos ao calçadão. Não durou muito. O mar destruiu os sacos e seus restos ficaram poluindo visualmente e ambientalmente a praia ( veja post sobre o assunto aqui ).
Hoje se investe muito no enrocamento, que é uma técnica de proteção do calçadão com pedras alinhadas de forma a amortecer as ondas. Esta técnica está sendo aplicada no calçadão de Ponta Negra e, segundo os “especialistas”, resolverá o problema satisfatoriamente, principalmente com a engorda da praia -  subida do nível da praia com areia, retirada de bancos no litoral próximo. Apesar do entusiasmo dos “doutores” no assunto, a praia de Boa Viagem no litoral de Recife, que passou pelo mesmo enrocamento, agora já apresenta os problemas do avanço nas extremidades da obra, ou seja, a natureza não desiste de ter o que é seu e começa a minar as extremidades da parede de pedras. Enquanto isso nossa Ponta Negra sofre com as pedras na orla marítima, mudando seu visual para sempre, ou quem sabe, até o mar ficar bem irado e mandar um tsunami para resgatar a praia que é sua por direito. 

Inferno 1

Inferno 2

Paraíso antigo ( 1960? )

sexta-feira, junho 28, 2013

GINCANA ECOLÓGICA 2013

Encerrada a Gincana Ecológica 2013, sagraram-se campeãs as turmas do 4º ano no turno matutino, 1º ano do turno vespertino e o 3º ano do turno noturno. Além do troféu para as turmas campeãs, haverá também como prêmio uma viagem para o Santuário Ecológico da praia de Pipa no dia 30 de junho, onde farão uma trilha ecológica na área de proteção ambiental. Será um belo passeio e, com certeza!, bem merecido.

Abaixo fotos da turma do 3º ano com o troféu da Gincana, trabalhos realizados com garrafas pet pelas turmas do 1º ano noturno e vespertino e uma imagem da entrada do Santuário para animar os campeões.  Para maiores informações e imagens do Santuário visite o site aqui. Parabéns mais uma vez aos alunos e professores envolvidos.

A entrada do Santuário Ecológico de Pipa, destino
das turmas campeãs da Gincana Ecológica.

Turma do 3º ano com o troféu de campeão
acompanhados do diretor Jean.

Faixa feita de saco de lixo com letras de jornal
e flores feitas de garrafas pet.

Jarro com plantas e regador automático
com equipo feito pela turma do 1º ano
vespertino.

Abajur feito pelas turmas dos primeiros anos
do turno noturno ( B e C ). O ideograma chinês
representa "amor".
Para ver mais fotos do evento visite
o Facebook da escola aqui.


domingo, maio 05, 2013

OBRAS EM PONTA NEGRA


Iniciado o projeto de recuperação da orla de Ponta Negra. Os transtornos enquanto durarem  os trabalhos serão grandes mas, espero, compensatórios. A esperança é que a dinâmica das correntes tenha alguma alteração e melhore o potencial de ondas.
Os últimos anos têm sido bem difíceis para quem surfa nesta praia, pois o swell  tem chegado  sem força produzindo apenas merrecas, resultado da intervenção errada do "bicho Homem" construindo espigões, invadindo área de mar e poluindo com esgotos e lixo. Assim, espero que não só o calçadão fique bonito e arrumado ( particularmente preferiria que a orla fosse toda desocupada ... ), mas que a praia volte a ter as boas ondas de antes. A esperança, como diz o ditado, é a última que morre.

Obras do enrocamento em Ponta Negra.

Brigando com as atuais merrecas de Ponta Negra.

terça-feira, março 19, 2013

BALNEÁRIO DE PEDRO VELHO/RN

Aproveitando o início da Semana Mundial da Água ( 17 à 26 de março ), fui conhecer o balneário de Pedro Velho ( álbum com fotos abaixo ), que é uma das atrações turísticas e de lazer deste município. Este empreendimento foi construído bloqueando-se o fluxo das águas ( barragem ) do rio Piquiri, que nasce em Pedro Velho  e vai findar no Curimataú em Canguaretama ( ver mapa abaixo ). Suas águas abastecem a cidade e os municípios de Montanhas, Nova Cruz e o distrito de Piquiri pertencente à Canguaretama, além de ser utilizado para a irrigação dos canaviais pertencentes às usinas de Goianinha e Baía Formosa. A CAERN tem uma estação para captação de suas águas, tratamento e distribuição em Pedro Velho e ultimamente tem tido muitas dificuldades para captar e tratar as águas desse rio justamente pelo uso indiscriminado de seu manancial, principalmente pelas usinas que além de utilizá-la na irrigação podem também estar poluindo-a com agrotóxicos. Este rio também está inserido dentro de uma área de proteção ambiental – APA DE PIQUIRI-UNA. Esta APA infelizmente ainda não está completamente estabelecida como mostra a situação precária que este rio enfrenta perdendo mata ciliar e tendo seu fluxo diminuído devido as barragens feitas indiscriminadamente para usos recreacionais, irrigação de canaviais e abastecimento de propriedades particulares.
Durante a caminhada para o balneário pude ver reservatórios secos devido ao período crítico de estiagem na região como o da Fazenda Caipira, também opção de lazer da cidade ( ver imagem abaixo ). Isso serve como alerta para darmos mais importância ao rio Piquiri, fonte de abastecimento de populações de três municípios além de parte da população de um quarto município, todos bem populosos e com tendência de aumento do número de habitantes e, portanto, de volumes maiores de água potável.
Não poderia deixar de registrar também nesta Semana Mundial da Água, com tristeza, o abandono da Estação de Tratamento de Esgotos Centro. Esta ETE deveria responder pelo tratamento dos esgotos domésticos do centro da cidade, conjunto habitacional José Agripino e Acampamento. Os tanques ( lagoas facultativas e de maturação ) se encontram deteriorados, tubulações quebradas e todo o esgoto proveniente das regiões citadas está sendo lançado diretamente nas valas fora do tanque principal ( lagoa facultativa principal ), se infiltrando no solo e contaminado a área. Como a ETE se encontra muito próximo do rio Curimataú, é provável que também este esteja sendo contaminado, pois apesar de estar seco nos dias atuais, no subsolo seu fluxo pode estar carreando poluentes provindos dos esgotos jogados. A cidade ainda possui uma outra ETE denominada de ROÇA, de responsabilidade da CAERN, que continua funcionando. A ETE CENTRO é de responsabilidade do município.
A ONU denominou o ano de 2013 como Ano Internacional de Cooperação pela Água, mas pelo visto, não será nesta Semana Mundial da Água e nem neste Ano Internacional de Cooperação pela Água que daremos a devida importância ao tema, apesar da região nordeste estar enfrentando um duro período de seca, que segundo os meteorologistas, deverá continuar neste ano, apesar da animação dos sertanejos daqui de Pedro Velho com a pequena precipitação de hoje, dia 19 de março, dia de São José ( imagem abaixo ). 

Fonte IDEMA/APA PIQUIRI-UNA
com modificações.
 
Fonte IDEMA/Pedro Velho com modificações.

Dia 19/03, dia de São José pela manhã em Pedro Velho.
Clique aqui para ver mais fotos.

sábado, março 16, 2013

ORLA DE PONTA NEGRA


Hoje em Black Point, durante uma caída para tentar um surf força barra ( swell bom mas vento errado ), aproveitei para fazer um registro de um dos trechos atingido pelas últimas marés cheias acompanhadas de ressaca. O ponto é localizado ao lado do posto do Corpo de Bombeiros e próximo da escadaria. Outros pontos do calçadão também sofreram desmoronamentos e, na subida da Avenida Erivan França, a base que sustenta a calçada já bem danificada, está prestes a ruir, não precisa nem de maré alta, basta uma chuva forte e tudo vai abaixo. Para agravar ainda mais a situação, a rede de esgotos não aguenta uma chuvinha e estoura em vários pontos já bem maltratados, contaminando a praia com os dejetos e mau cheiro.
Mudou o prefeito e as coisas continuam na mesma. O trabalho de recuperação que reivindicava recursos do Governo Federal sofreu atrasos por discordâncias em relação a pontos do projeto, agora mais tempo será necessário para a liberação da verba e para o início da obra de recuperação de Ponta Negra. Talvez o comércio e os frequentadores esperem, mas será que o mar vai esperar este tempo - indefinido até agora - para resgatar o que é seu de direito???


quinta-feira, fevereiro 21, 2013

CAMPANHA PELO ÁRTICO


A nova fronteira para exploração de petróleo agora é o Oceano Ártico. Esta região onde habitam os ursos polares e a raposa do ártico entre outros, tem perdido muita área devido ao degelo provocado pelo aumento de temperatura global. Hoje, devido a este degelo, grande parte do Ártico se encontra livre para a navegação e exploração petrolífera, provocando uma grande corrida pelos países limítrofes. Essa área ( veja imagem abaixo ) atualmente é internacional assim como a Antártida ( polo sul ), mas o degelo e as grandes reservas de petróleo têm feito crescer o interesse por países como Rússia, Estados Unidos, Canadá, Dinamarca e Noruega bem como, claro, as empresas petrolíferas nacionais ou não. Estes países investem em navios, submarinos de propulsão nuclear e batalhões especializados para garantir seus interesses, inclusive anexando partes do Ártico aos seus territórios nacionais.
Os interesses dos animais que habitam a região valem muito pouco e o risco de desaparecerem devido à exploração por parte das empresas petrolíferas é grande, sem contar as graves consequências para o planeta devido a um acidente na região. Pensando nisso a organização Greenpeace está com uma petição para criar um santuário mundial no polo norte chamando-o de santuário ecológico no Ártico. Para saber mais sobre o assunto e assinar a petição se houver concordância com os motivos, clique na imagem abaixo.


                           

Clique para ampliar.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

O HOMEM E A NATUREZA

O vídeo abaixo mostra de maneira sequencial e rápida como começamos nosso desenvolvimento e aonde vamos terminar se não mudarmos atitudes e hábitos. A Nanotecnologia e Biogenética deverão dominar os próximos anos e, no intuito de promover a melhoria de vida dos humanos e de outros animais a eles atrelados, poderão trazer, embutido no grande desenvolvimento gerado, a destruição do planeta. Estaremos preparados para os avanços que virão? Infelizmente acho que não.


terça-feira, novembro 27, 2012

SAGUIS NA SELVA DE PEDRA

Antigamente, nesta região ao lado deste bloco de apartamentos onde moro, situado no bairro de Nova Parnamirim em Parnamirim/RN, havia uma mata nativa e sítios. Podíamos observar muitos pássaros, saguis além dos próprios animais de produção dos sitiantes, principalmente vacas e cavalos. Era comum os moradores comprarem leite destes sitiantes. Hoje a situação mudou drasticamente. Já não se escuta o canto dos galos nem o mugido das vacas. Toda a área ao redor está cercada de edifícios com suas bonitas quadras de esportes, piscinas e asfalto. Os poucos animais que não puderam se deslocar em busca de áreas remanescentes de mata, ficaram presos nesta selva de pedra e estão se acostumando e se urbanizando. É o caso desta família de saguis mostrada no vídeo abaixo. Por enquanto ainda se lembram de como subir em árvores, mas logo esquecerão disso ao ter apenas árvores de cimento para trepar e encontrar, ou quem sabe roubar, o alimento necessário para a sobrevivência. 


                  

sábado, novembro 10, 2012

PROJETO ECO

Os alunos do projeto ECO também participaram da Mostra Cultural da escola Prof. José Fernandes Machado. A pracinha ganhou uma árvore de natal feita de garrafas pet e uma iluminação especial natalina, além de novas peças para o jogo de Damas. Abaixo algumas imagens do dia da mostra ( 08/11 ).




A MATEMÁTICA DA POLUIÇÃO

Este foi o título do segundo projeto orientado por mim para a Mostra Cultural da escola Prof. José Fernandes Machado, ocorrida na quinta feira ( 08/11 ). O objetivo foi exercitar a contagem relacionando-a à presença de seres microscópicos na água de lagoas de captação. Foram usadas amostras das lagoas de captação da Airton Sena ( conjunto Jiqui ) e do conjunto Ponta Negra, vizinha à escola. Em post anterior ( aqui ) foi mostrado o zooplâncton e fitoplâncton presentes na lagoa da Airton Sena, abaixo tem um vídeo da lagoa do conjunto Ponta Negra. Numa primeira visão, e sem qualquer aprofundamento científico que possibilite tirar conclusões sobre grau de poluição das lagoas, pudemos apenas notar que as duas amostras mostram diferenças com relação aos espécimes presentes. Na amostra da lagoa da Airton Sena apareciam copépodes com nauplius ( fase de desenvolvimento pós larva ), maior número de indivíduos e de espécimes dos rotíferos e número reduzido de protozoários ciliados, quando observados ao microscópio. Na lagoa do conjunto Ponta Negra, apareciam um maior número de indivíduos e espécimes de protozoário ciliados, poucos indivíduos e espécimes de rotíferos, não aparecendo nenhum copépode ou nauplius.
O projeto das alunas Sabrina e Paula do EJA 4A, chamava atenção para a poluição das lagoas de captação, relacionando esta poluição com a intensidade da presença dos animais microscópicos, ou seja a matemática ajudando a explicar os problemas do meio ambiente. Não lhes cabia identificar espécimes ou uma contagem por indivíduo, mas sim a intensidade de indivíduos presentes na ocular do microscópio.

As alunas Sabrina e Paula do EJA 4A e o aluno Villian do
EJA 5A dando um apoio.

A pequena aprendiz e Villian à frente das amostras com
água das lagoas de captação e do microscópio.


                

domingo, novembro 04, 2012

ZOOPLÂNCTON NA LAGOA DE CAPTAÇÃO DO JIQUI

Chama-se zooplâncton ao conjunto dos organismos aquáticos que não realizam fotossíntese e, portanto são consumidores de fitoplâncton ( algas ) ou de outros integrantes do zooplâncton. O vídeo foi preparado a partir de uma coleta na lagoa de captação da avenida Ayrton Sena, por volta das 12 horas da manhã do dia 31 de outubro. Uma parte da coleta foi colocada em uma placa similar a de Petri para culturas e a posterior observação em um microscópio, a outra deixada no recipiente de coleta. A filmagem e fotos foram  feitas usando uma câmera digital de 12.2 Megapixels a partir da ocular do microscópio.
O vídeo e as observações mostraram uma grande quantidade de zooplâncton e fitoplâncton presentes na lagoa. Uma abundância de Rotíferos ( Keratella sp, Brachionus sp, Trichocerca sp, Macrochaetus sp, entre os que consegui identificar ), Copepodes ( Ciclops sp e nauplius entre outros ), protozoários ciliados e radiolários, além é claro das algas fotossintetizantes ( Euglena sp entre outros ). Se por um lado a riqueza de espécimes é salutar, por outro pode ser sinal de que a lagoa pode estar com matéria orgânica proveniente de esgotos e, portanto bastante poluída. Como o cheiro na proximidade da lagoa e da água não é agradável, provavelmente o nível de poluição seja alto, no entanto, a comprovação disso caberá aos órgãos responsáveis pelo meio ambiente. 
Este trabalho servirá de auxílio para um grupo de alunos que participarão da feira de Ciências na escola Prof. José Fernandes Machado, relacionando o nível de nutrientes com o número de indivíduos presente na lagoa de captação ao lado da escola. A matemática como sempre ajudando a explicar e entender os acontecimentos importantes para nossa vida.

Radiolários
Placa contendo a amostra de água da lagoa.